Um homem identificado como Gilmar Pereira de Sousa foi preso na quinta-feira (2), em São Sebastião, após ser acusado de se passar por agente da Polícia Federal e tomar o celular de outro homem durante uma discussão em um estabelecimento comercial.

Segundo o relato da vítima, a confusão começou no momento em que ela realizava o pagamento por um serviço previamente combinado com o filho do proprietário da loja. No entanto, o dono do estabelecimento apareceu exigindo um valor maior, alegando que o preço acertado inicialmente era muito baixo.

Policial Fake da PF
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A vítima afirmou que recusou pagar a diferença, explicando que já havia fechado o acordo com o filho do comerciante. Diante da insistência e percebendo que o proprietário aparentava estar embriagado, decidiu gravar a situação com o celular para registrar o ocorrido.

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Nesse momento, de acordo com o depoimento, Gilmar Pereira de Sousa interveio, tomou o aparelho da vítima e afirmou que não o devolveria. Ainda segundo o relato, ele se identificou como policial federal e orientou o homem a chamar a polícia caso quisesse reaver o telefone.

A vítima contou que ficou intimidada com a situação e acreditou, inicialmente, que Gilmar realmente fosse integrante da Polícia Federal. "Pensei em reagir, mas fiquei com medo por ele dizer que era policial federal", declarou.

Durante a investigação conduzida pela 30ª Delegacia de Polícia, Gilmar foi ouvido na presença de seu advogado e optou por negar as acusações ou permanecer em silêncio diante de diversos questionamentos.

Os investigadores informaram que uma identificação da Polícia Federal foi encontrada na carteira do suspeito. Questionado sobre o documento, ele preferiu não responder.

Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi a entrada de policiais militares na residência do suspeito. Em depoimento, Gilmar negou ter autorizado a revista. 

No entanto, um vídeo registrado no momento da ocorrência mostra o homem permitindo a entrada dos policiais e afirmando que, embora fosse necessário um mandado judicial, autorizava o acesso por ser um "cidadão de bem".

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, que apura as circunstâncias da falsa identificação e da suposta prática de usurpação de função pública, além da subtração do aparelho celular.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira